Curiosidades

Mulheres na engenharia: uma realidade cada vez mais comum


Postada em 11/03/2019 às 11:00


De acordo com odiario.com, eram 7.768 profissionais em 2010, e agora são 11.647 em 2019


 


Por Cláudia Ferreira


 


Os números mostram que o cenário de mulheres engenheiras e nas construções civis começa a apresentar uma mudança considerável este ano. De acordo com odiario.com, em 2010 eram 7.768 profissionais atuando na área, em 2019 são 11.647 – um crescimento de quase 50%.


Dados muito relevantes se levarmos em conta que a mulher sempre sofreu muito preconceito no mercado de construção e engenharia civil. A comprovação disso é que a profissão, apesar dos números, ainda é exercida, em sua maioria, por homens. Graças à evolução e as lutas por igualdade, as mulheres vêm conquistando seus espaços, passando a ocupar cada vez mais cargos no mercado de construção e engenharia civil.


Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, que ocorreu semana passada (8), resolvemos fazer esta matéria e homenagear quatro, de várias mulheres que revolucionaram a engenharia, independente da especialização, citando seus feitos e desafios para chegarem aonde chegaram.


Enedina Alves Marques



 


Enedina se formou em Engenharia Civil no ano de 1945, no estado do Paraná, sendo a primeira mulher negra no Brasil a se formar em engenharia e a primeira mulher a ter essa graduação no estado do Paraná. Antes mesmo de ingressar na graduação, Enedina já lecionava em uma escola e quando se formou, foi demitida para tornar-se auxiliar de engenharia na Secretária de Estado de Viação e Obras Públicas do Paraná.


Mais tarde trabalhou no Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica. Durante sua estadia no Departamento, realizou o seu maior feito, a construção da Usina Capivari-Cachoeira. Ela também veio a trabalhar no Plano Hidroelétrico do estado do Paraná e atuou no aproveitamento das águas dos rios Capivari, Cachoeira e Iguaçu.


Edith Clarke



 


Edith Clark se graduou em Matemática e Astronomia em 1908, mas sua paixão pela engenharia fez com que em 1911, se matriculasse em Engenharia Mecânica Em 1918 obteve seu mestrado em Engenharia Elétrica, tornando-se a primeira mulher a ganhar um diploma nessa área no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).


Após sua formação, Edith Clarke trabalhou como engenheira, onde desenvolveu uma “calculadora gráfica”. Este dispositivo foi usado para resolver problemas da linha de transmissão de energia elétrica. Após sua aposentadoria, Clarke tornou-se professora de engenharia elétrica e virou a primeira mulher a ensinar no departamento de engenharia da Universidade do Texas. Em 1954, as realizações de Edith foram reconhecidas pela ‘Society of Women Engineers Achievements Award’.


Veridiana Victoria Rossetti


 



 


Veridiana foi a primeira mulher a graduar-se em Engenharia Agrônoma no Brasil, em 1937. Suas pesquisas são voltadas para as patologias de citros, onde identificou a bactéria responsável pela praga amarelinho. A partir de 1947 buscou aperfeiçoamento nos Estados Unidos e durante este período dedicou-se a estudar a fisiologia de ficomicetos e especialização em fungos do gênero Phytophthora.


Integrou também a Comissão Internacional de Phytophthora, onde passou então a publicar trabalhos no Brasil e no exterior. A convite do governo da França desenvolveu um programa de colaboração científica, para estudos sobre viroides (menores sistemas genéticos capazes de se replicar no interior de uma célula e encontram-se confinados ao Reino Vegetal) dos citros.


Ainda capacitou-se nas técnicas de diagnóstico de vírus transmissores por enxertia para o Programa de Registro de Matrizes de Citros Livres de Vírus. Em 1957 assumiu o cargo de chefe da Seção de Fitopatologia Geral no Instituto Biológico. E em 1968, tornou-se diretora da Divisão de Patologia Vegetal, cargo no qual se aposentou em 1987.


Aprille Ericcsson



 


Aprille Ericsson trabalha como engenheira espacial na NASA, e ao longo dos seus 28 anos de carreira na agência, passou por vários cargos na instituição. Atualmente é gerente do projeto ‘Atlas Instrument’, um satélite que monitora as calotas de gelo polar da Terra e suas mudanças com o aquecimento global.


Foi a primeira mulher a receber um Ph.D em Engenharia Mecânica em Harvard e a primeira mulher afro-americana a receber um Ph.D no Goddard Space Flight Center, o centro de pesquisas espaciais da NASA. Em 1997, recebeu um prêmio como mulher mais importante na área de Engenharia e Ciência do Governo Federal Americano.


Todas essas mulheres e muitas outras tem um papel fundamental na história das engenharias. E hoje, muitas engenheiras também fazem a diferença todos os dias em empresas e construtoras de todo o mundo. Mulheres fortes, destemidas e corajosas, que fazem dos desafios, degraus para o sucesso!