Conheça os tipos de resinas sintéticas e saiba onde usá-las nas construções


Postada em 07/02/2019 às 08:00


Conheça os tipos de resinas sintéticas e saiba onde usá-las nas construções

Fenólicas, epóxi, poliéster e polipropileno são algumas das principais existentes no mercado

 

Por Cláudia Ferreira

 

As resinas naturais são substâncias viscosas, produzidas, na maioria das vezes, por células especiais presentes no tronco de algumas árvores, que apesar da aparência moldável num primeiro momento, se endurecem ao entrar em contato com ar, oferecendo uma proteção eficiente com relação a patógenos (organismos capazes de causar doença em um hospedeiro) e tantos outros riscos.

Essas resinas são basicamente compostas por terpenos (substâncias produzidas naturalmente pelos vegetais, principalmente pelas árvores coníferas) e derivados, somados de alguns compostos orgânicos, em menores proporções.

Características das resinas naturais

 

 

1. Não são solúveis em água.

2. Endurecem quando entram em contato com o oxigênio.

3. Não desempenham um papel direto nos processos fundamentais de manutenção da vida de uma planta.

4. São tipicamente convertíveis em polímeros.

Além das resinas naturais, graças aos avanços tecnológicos, seres humanos foram capazes de produzir resinas por meio sintéticos, que atualmente cumprem papéis importantes e sanam as necessidades modernas que permanecem até hoje sem alternativas mais sustentáveis. As resinas sintéticas são usadas na produção de plásticos e compostas de várias moléculas grandes. No mercado, vêm tendo várias utilidades, como selante, adesivos, próteses, materiais de moldagem, etc. Conheça os tipos e saiba onde usá-las nas construções.

Resinas fenólicas

 

 

As resinas fenólicas são polímeros termorrígidos, produzidos por meio de reações químicas de condensação entre um fenol (álcool aromático derivado do benzeno) e um aldeído, em especial o formaldeído (gás reativo derivado do metanol). Essas funções orgânicas englobam uma grande quantidade de compostos químicos diferentes, e esse fato torna possível a existência de uma extensa variedade de resinas fenólicas disponíveis no mercado.

As principais características das resinas fenólicas e os motivos pelas quais elas são tão requisitadas são: excelente comportamento térmico, alto nível de força e resistência, longas estabilidades térmicas e mecânicas e excelente capacidade de agir como isolante elétrico e térmico.

As resinas fenólicas podem se apresentar de forma líquida ou sólida, e dependendo do seu estado, parâmetro e materiais adotados durante a confecção, possuem diversas utilidades como, por exemplo, em aplicações industriais e por diferentes setores, como o automobilístico, elétrico, informático, aeroespacial e é claro, o da construção civil.

Exemplos de produtos à base de resinas fenólicas: bolas de sinuca (com base em resina sólida de fenol-formaldeído) e pastilhas de freio e discos de embreagem requisitados (setor automobilístico). Atualmente, é comum que as resinas fenólicas sejam mais utilizadas como adesivos para a ligação de madeira compensada e outros produtos de madeira estrutural.

Resinas epóxi

 

 

As resinas epóxi, também conhecidas como vidros líquidos, são substâncias líquidas e viscosas, com alta densidade e solubilidade, de forte cheiro e que reagem com o efeito do calor. Produzidas por copolimerização de compostos epóxidos com fenóis, eles contêm ligações e grupos epóxidos.

O uso desta substância conta com várias aplicações práticas: equipamentos elétricos e indústria química, odontologia, na junção de todo tipo de material (cerâmica, papel, madeira, gesso), no setor de bijuteria e joias, na fabricação de papel, tintas e esmaltes, na fabricação de produtos de limpeza e também como adesivos.

São ainda bastante utilizadas na preparação de pavimentos contínuos de uso industrial. Este sistema é especialmente vantajoso, uma vez que evita a sujeira nas juntas. Por este motivo, são adequadas para pisos de hospitais, colégios, garagens e escritórios. Na restauração de monumentos é uma substância muito apreciada.

As resinas epóxi se destacam por sua versatilidade, por este motivo são muito valorizadas. Com relação as suas características, as principais são: bom isolante térmico, resistem à umidade, têm propriedades adesivas e resistem às altas temperaturas.

Resinas poliéster

 

 

As resinas poliéster têm peso molecular bastante alto, como indicado através do seu próprio nome. Poli significa muitos e Ester é uma reação química obtida da reação de um ácido mais álcool com liberação de uma molécula de água. Poliéster significa, portanto, muitos ésteres.

As resinas poliéster são usadas para reforçar vários tipos de plásticos. No entanto, na grande maioria dos casos, os plásticos usados como matriz para compósitos de fibras de vidros são feitos com resinas poliéster insaturadas.

As resinas poliéster insaturadas são processadas no estado líquido e curam (transformam em plástico) à temperatura ambiente em moldes simples e baratos. São ésteres complexos formados pela reação de um diálcool (glicol) e um anidrido ou ácido dibásico (diácido) com liberação de uma molécula de água. Em virtude de a reação ocorrer nas duas extremidades da cadeia, é possível ter moléculas muito compridas e obter-se uma multiplicidade de grupos éster.

Os poliésteres insaturados podem ser formados em duas etapas: condensação do ácido e do álcool, para formar uma resina solúvel, e depois, adição de um agente de interligação, para formar uma resina termoestável que são os filmes de poliéster ou fibras têxteis.

A cura à temperatura ambiente e sem exigir moldes caros é bem importante, pois viabiliza a produção em pequena escala de peças grandes e complexas. As resinas poliéster são muito utilizadas em compósitos moldados por contato, pois são fáceis de ser transformadas em plástico.

Resinas polipropileno

 

 

As resinas polipropileno consistem em termoplásticos que possuem baixa densidade para o aumento do equilíbrio das propriedades químicas, elétricas e térmicas, e oferecem propriedades de resistência moderada que podem ser aumentadas ou melhoradas por meio da incorporação de fibras de vidro. Entre as principais características apresentadas no uso da resina polipropileno está o seu efeito dobradiço, ou seja, a capacidade de fazer dobras com o próprio material que, geralmente, é utilizado em tampas dobráveis de fracos.

Devido sua sensibilidade a raios UV e agentes oxidantes, a resina polipropileno também é de fácil moldagem e coloração, além de ser atóxica, absorver pouca umidade, ser dotada de uma elevada resistência química e poder ser encontrada por um baixo custo. Algumas das aplicações das resinas polipropileno: tanques, tubulações para produtos químicos, peças injetadas, utilidades domésticas, brinquedos, móveis em geral, chapas, frascos, filmes e tampas.

O polipropileno da resina polipropileno pode ser facilmente copolimerizado — principalmente combinado num compósito plástico — com outros polímeros, como o polietileno, o que altera significativamente as propriedades do material e permite que sejam aplicações de engenharia mais robustas.

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