Problemas com infiltrações? Fique de olho no seu empreendimento


Postada em 08/02/2018 às 19:43


Problemas com infiltrações? Fique de olho no seu empreendimento

Fissuras, desplacamentos e deslocamentos em revestimentos externos e muitos outros motivos, são os impasses que se revelam com maior frequência nas construções. Vejamos como podemos evitar e solucionar esses problemas.

Argamassas de revestimento tem como ofício regularizar superfícies. Utilizado como acabamento final ou como base para receber outros recursos, o material – podendo ser industrializado ou preparado no canteiro -, tem como base água, areia, cal, cimento e aditivos.

Em praticamente todos os elementos empregados na construção civil, a mistura está submetida às manifestações patológicas que surgem por diversas razões. Segundo informações vindo de engenheiros, os principais sintomas que aparecem são as já conhecidas fissuras, deslocamentos e os desplacamentos, que é mais comum de surgirem em revestimentos externos. Além de manchas ocasionadas por umidade ou ainda com presença de colônias de microrganismos.

Fissuras

É a primeira fase da patologia e corresponde a aberturas finas (de até 1mm) e alongadas, geralmente superficiais. Pois o que difere fissura de trincas e rachaduras, é o tamanho e o “tempo de vida” desta abertura. O surgimento de fissuras costumam não ter uma razão única, diversos fatores podem interferir nessa situação. A contrariedade tem como consequência, a movimentação e/ou deformação da base sobre a qual está aplicada a mistura. A circunstância geralmente acontece na interface entre o concreto e a alvenaria; na região de fixação superior da alvenaria; ou em pontos de concentração de tensões, como cantos de aberturas.

A patologia mostra-se, ainda, devido à perda de água da argamassa. A qualidade inferior e dosagem inadequada dos materiais podem intervir para que se tenha uma base consistente. O surgimento de fissuras podem apontar desacertos no processo de aplicação do material, como por exemplo: excesso de água, não realização de cura, espessuras elevadas dos revestimentos, dentre outras razões.

Deslocamento e desplacamento

Tais objeções estão ligados à falta de aderência do revestimento à base. Interfere no acontecimento da ocasião as especificações da superfície, o tipo de argamassa aplicado, o processo de execução e as condições climáticas.

Para estancar a patologia, é designado a efetuação dos processos de preparação da base, como abordagem das superfícies de concreto e uso da camada de preparação (chapisco). É importante ressaltar que não pode haver a existência de nenhum tipo de contaminação na área a ser revestida.

A argamassa e sua composição também exerce papel fundamental na questão da aderência. A consistência, quando fresca, deve apresentar reologia que a permita preencher as irregularidades da base, buscando-se o máximo de contato possível. Nessa situação, a argamassa precisa ter especificações compatíveis com o substrato, como retenção de água e adesão inicial.

Quando está curada, a consistência deve ter resistência à tração e ao cisalhamento e demonstrar módulo de elasticidade compatível com o da base. Desta forma, contará com a capacidade de resistir às deformações da superfície e permanecer aderida sem fissurar excessivamente ou descolar.

Hidratação retardada do cal e a presença de impurezas nos agregados, como matéria orgânica, torrões de argila e concreções ferruginosas. São as consequências mais frequentes do aparecimento de deslocamentos pontuais, também chamados de vesículas.


Manchas e colônias de microrganismos

Além do incômodo visual, essa forma de vida indesejável, pode causar danos à saúde. Geralmente, as manchas de umidade tem como resultado diversos fatores.

Os motivos mais comuns dessa patologia estão:

- Infiltrações;
- Problemas com a impermeabilização;
- Qualidade baixa de esquadrias que permitem a entrada da chuva;
- Vazamentos no sistema hidráulico;
- Entre outros.

A presença constante de umidade, quando junta com à pouca incidência de sol, originam a chegada de microrganismos.


Corrigindo as patologias

Cada patologia conta com seu correto procedimento de recuperação. No entanto, a suma importância em resolver um impasse, é a descoberta dos motivos que o causaram. No caso de fissuras terem efeito na movimentação da estrutura, por exemplo, deve ser realizada análise das deformações existentes. O reparo envolve o uso de juntas ou telas no revestimento, solução caracterizada com base nas especificações de cada projeto.

Quando falamos de descolamento, o revestimento precisa ser removido e feito novamente. O processo deve ser feito desde o início, começando pelo preparo de base e seguindo até o processo de realização, passando pela correta característica da argamassa.

Prevenção

A maneira mais viável de evitar o aparecimento de efeitos patológicos é através da realização da adequação do projeto de revestimento, que apontará todas as identificações técnicas dos materiais a serem utilizados. Deve ser revisto também, os procedimentos precisos de efetuação e domínio, visando a obtenção satisfatória do desempenho do revestimento.

Agora falaremos sobre as causas fundamentais de infiltração na estrutura.

Lajes com impermeabilização mal feita

Uma dos maiores motivos que causam infiltrações e umidade na construção, são as lajes sem proteção. Lajes de cobertura que não tiveram a impermeabilização necessária permite que a água percole, proporcionando problemas não só na laje mas como em toda a estrutura também.
Exposição e corrosão de armaduras, são um dos problemas sérios que a infiltração na laje pode causar. Já com as paredes, a água percorrida causa mofo, bolor, danifica a pintura e ainda deixa um visual desconfortante.

Infiltração oriunda da chuva na parte externa

Fissuras e rachaduras são consideradas infortúnios que com o tempo vão surgir tanto do lado externo como o interno. Isto é devido às movimentações da estrutura decorrentes da variação climática, recalques de fundações ou quaisquer outro evento que a construção esteja sujeita.

Neste caso, as fissuras podem ser o acesso para a infiltração se manifestar. Claro que bolhas na pintura, bolor e manchas, são alguns dos resultados que temos.
Se esse for o verdadeiro motivo da infiltração, esse transtorno nas paredes, poderá ser solucionado definitivamente com o tratamento das fissuras e rachaduras.


Infiltração oriunda das vigas baldrames e fundações rasas (radiers)

Mais um contratempo genérico de infiltrações nas paredes, são as falhas durante a impermeabilização da fundação, especificamente, as vigas baldrames.
Nesta circunstância, a umidade percola em sentido ascendente, e as implicações ficam mais propícias em tempos de chuva, quando o solo está mais saturado. Este contexto é mais complexo de ser solucionado, devido as vigas baldrames estarem em contato direto com o solo e a umidade.

Infiltração oriunda e vazamento em tubulações

Paredes que possuem tubulações de água ou esgoto, são propensas à terem infiltração. As ligações apresentam danos e a água acaba vazando. Se faz necessário sanar este problema antes que venham a fazer alterações nas paredes. Identificar o problema antes de tudo é a serventia mais viável para qualquer contratempo, do contrário, seu problema vai permanecer junto com sua insatisfação.

Infiltração em paredes

A principal dúvida vem quando percebemos anormalidades onde não deveria ter, como por exemplo, uma infiltração em um lugar onde a parede não está exposta à chuva e onde não tem conexões com água.

- Mas Geocontract, então me diz, de onde essa infiltração está vindo?

Esse é o primeiro passo a ser feito. Descobrir a origem do problema. Até porque, a estrutura do material com danos aparentes, nem sempre vem da fonte do problema. Umidade infiltrada em paredes de casa, apartamentos ou escritórios podem ser provenientes de diversas estruturas de edificação, essas por sua vez, com interferência direta da água. Inclusive na maior parte das vezes, esse vazamentos são quietos e ocultos.
O que provavelmente ocorre nessas situações são: a água e a umidade dos vazamentos atravessam materiais e estruturas, e vão direcionados a outras composições da construção. E lá, se alocam, acumulam e dão origem à infiltração evidente.

- Solucionando: feito a etapa de descoberta do problema, é necessário efetuar o reparo apropriado onde inicialmente irradia água e umidade.

- Ressaltando algo de extrema importância: não se recomenda de forma alguma adiar um reparo na parede infiltrada. Pois começa a criar bolor, cujo motivo é causado pela umidade. As paredes com superfície sem impermeabilização pós-infiltração, podem chegar a decadência completa, mesmo que a fonte de água tenha cessado.

Como faço para impermeabilizar?

Há diversas formas de se fazer a impermeabilização, a mesma pode ser feita na hora em que está construindo a estrutura. Impermeabilização feita desta forma, assegura uma durabilidade maior ao longo dos anos além do material ficar protegido.

Porém, alternativas convencionais não são procedimentos obrigatórios e, de modo infeliz, grande parte da edificações é feita com utilização inadequada, que ao passar dos anos acabam danificadas. Sendo assim, estruturas mesmo impermeabilizadas podem ocasionar infiltrações. Claro que realizado o reparo na fonte de infiltração, algumas condições estruturais precisam de ser avaliadas, para que a forma de impermeabilização escolhida, seja garantida.

Impermeabilizar as paredes na fase de obra

Impermeabilização de paredes

Por mais que tal ato não seja visto com a devida atenção, utilizar de sistemas de impermeabilização é mais fácil quando ainda está na fase de construção.
Se tratando de paredes, uma ótima orientação é complementar com aditivos impermeabilizantes para argamassas. Há uma variedade imensa de produtos disponíveis para este tipo de aplicação, porém, ainda assim é bom que consulte seu engenheiro sobre as possibilidades.

Os aditivos contém em sua composição polímeros e devem ser misturados na hora em que for feita a argamassa. Assim, o reboco passa a ter características impermeabilizantes que vão bloquear as infiltrações nas paredes. Já em paredes externas, é recomendável que seja feito a pintura impermeável, de base acrílica.

P.s.: o estado do reboco deve estar plenamente regularizado, sem que esteja soltando areia, para que a aderência seja garantida. Caso a areia esteja se soltando, é necessário lixar a parede.

Impermeabilização das Baldrames

Este ponto é de suma importância, já que as paredes estão diretamente ligadas com as baldrames, e as baldrames em conexão direta com o solo.

A impermeabilização das vigas baldrames é indicada que seja feita com tinta asfáltica, e mais importante ainda é que seja aplicada da maneira certa. Tendo a superfície livre de pequenos substratos, livre de poeira, graxas, óleos e desmoldantes. Fissuras e demais anormalidades devem ser devidamente tratadas.

A utilização do produto deve ser feita por demãos, com intervalos de algumas horas, tempo de cura que vai variar de fabricante para fabricante. Uma impermeabilização bem feita, impossibilita que a água percorra as paredes futuramente.

Impermeabilização de lajes

Assim como as paredes, as lajes estão sujeitas à intempéries da chuva de maneira direta, e como consequência deve ser dado atenção para que não tenha infiltrações. Para lajes, há opções variadas, a comum delas é a manta asfáltica.

Uma sugestão para lajes com trânsito, simples e eficaz, é o poliéster e manta líquida. Agora para lajes sem trânsito, há soluções 100% Silicone, material que chegou no mercado nacional a pouco tempo.


Impermeabilização de paredes depois da fase de obra.

Depois de descoberto o problema , chega a hora de intervir na parede em si.
Na maioria dos casos é indispensável retirar toda pintura até que exponha a alvenaria. Estando em exposição, as fissuras devem ser vedadas, suspendendo os pontos que deixariam a água percolar. Complementam-se com aditivos impermeabilizantes no chapisco, utilização da qual o chapisco pode ser aplicado de formas convencionais ou até mesmo com rolo de pintura.
Acrescentam-se aditivos impermeabilizantes específicos para argamassa, refazendo todo o reboco da parede. Para terminar, o acabamento é feito com pintura final.


E por fim alguns outros pontos das edificações, em que a infiltração também pode ser “comum”, e juntamente vem com algumas dicas de como evitá-las:

Paredes feitas de blocos de concreto e água da chuva

Blocos de concreto geralmente dão mais complexos de lidar, ainda mais quando se trata de infiltração. Esse utensílio é mais sujeito e o processo de impermeabilização deve ser realizado com mais regularidade do que se fosse uma parede tradicional, ainda que não tenha infiltração evidente. Em algumas circunstâncias, de preferência em épocas de chuva em excesso, refazer o emboço com argamassa impermeabilizante será indispensável.

Calhas e Rufos

Os rufos preservam a junção do sistema de cobertura com a alvenaria, impossibilitando que a água se infiltre. Quando há imprevistos com rufos, é sinal de que há um problema mais excessivo, já que muita água consegue se infiltrar num curto espaço de tempo. E as calhas entupidas, comprometem o escoamento e drenagem da água, possibilitando a proliferação de pragas.

Na lajes, é necessário evidenciar o sistema de impermeabilização defeituoso, e isso implica em quebrar os revestimentos, pisos e contrapiso. Isso devido a grande maioria dos sistemas de impermeabilização que não aceitam reparos pontuais. Até por quê, refazer uma impermeabilização tradicional sobre outro mais antigo, não garante a estanqueidade, e pode acrescentar sobrepeso nocivo à estrutura. Podendo deixar a laje correr o risco de ficar sobrecarregada, pelo fato de ter que refazer o contrapiso e demais revestimentos.

Pisos e garagens

Nesta ocasião os sintomas se expõe nos andares inferiores. Mais comumente em estacionamentos com subsolos e grandes áreas abertas em condomínios. Portanto voltamos ao ponto inicial, tendo em mente que o elemento estrutural em questão nessa ocasião é a laje.

A laje em exposição deve ser impermeabilizada para preservar a estrutura da infiltração. A desigualdade nas lajes de garagem e pisos de estacionamentos é que o tráfego excessivo de veículos pesados compromete a impermeabilização de maneira mais rápida que nas lajes de cobertura.

A forma mais eficaz de identificar a infiltração nas lajes de pisos, garagens e estacionamento é verificando o andar anterior. Manchas, sinais de gotejamento e indicações de carbonatação do concreto (o que proporciona mais risco, por a expor armaduras), são alguns dos sinais possíveis de serem vistos.

A exposição das armaduras é um problema seríssimo, um contratempo causado por infiltrações nas lajes de piso, deixa a desejar a segurança estrutural da laje. Em vista disso, quando as lajes mostrarem sinais como os citados acima, é preciso ficar em estado de atenção e tomar providências.

- Solucionando o problema: o maior desafio de restaurar sistemas de impermeabilização tradicional de uma laje de estacionamento ou garagem, é que se faz necessário retirar todo o piso e contrapiso para deixar e exposição e remover o sistema de impermeabilização mal irregular. Isso resulta em interdição do local por alguns dias, durante o desenvolvimento do trabalho, o que gera estresse e dor de cabeça para quem usufrui. E como visto antes, refazer esse sistema pode causar sobrepeso na laje.

Piscinas

Antes de mais nada, é indispensável entender que a água se propaga em todas as direções e que em piscinas ela rende esforços tanto no solo quanto nas paredes. Mas ainda assim, é possível identificar situações em que a impermeabilização da piscina não tenha recebido as devidas cautelas.

A impermeabilização de piscinas representa uma segurança estrutural e ajuda nas questões financeiras, além de prevenir as infiltrações. Assim como no caso anterior, a infiltração nas piscinas pode expor as armaduras das paredes, e acabar comprometendo a estrutura do compartimento. A perda de água por infiltração retrata um custo a mais tanto para manter o nível de água da piscina como também em produtos de tratamento.

Sendo um grande reservatório de água, evidenciar perdas por infiltração é de extrema importância. É natural que a piscina perca água por conta da evaporação. Porém algumas condições externas contribuem para o aumento da evaporação como ventos, temperatura quente e seca, movimentação da água em casos de cascatas e bordas infinitas e aquecimento da água. Lembrando também que fatores externos podem comprometer a vida útil da piscina, o recalque das fundações ou outros parecidos que desenvolve a movimentação da estrutura, são um exemplo. Portanto, refazer todo o sistema de impermeabilização não traz garantias sobre a estanqueidade da piscina ao longo do tempo.
Mesmo que seja feita a impermeabilização, ela pode apresentar falhas com o tempo. Todo fornecedor proporciona um prazo de garantia para o sistema, por isso, mesmo tendo os reparos em dia, o sistema periodicamente vai precisar de manutenção ou ser refeito.

- Solucionando o problema: sendo identificado o problema, é fundamental refazer o sistema de impermeabilização da piscina. Algo que não podemos esquecer, é que a impermeabilização tem de ser compatível com a estrutura da piscina. Numa situação em que a estrutura permite um nível de agitação, um sistema de impermeabilização rígido está mais propenso a falhar em seus resultados, este é um grande exemplo. Diante disto, recomenda-se que seja utilizado um sistema de impermeabilização mais flexível, uma solução popular para este tipo de problema é a manta asfáltica.
Uma outra alternativa recomendável é o sistema de poliéster flexível, que pode ser utilizado sobre a superfície existente, não sendo obrigado a quebrar pastilhas ou azulejos.

Uma intervenção mais complexa de ser solucionada e que necessita de uma verificação mais profunda feita por um profissional especializado, é quando a identificação de fatores externos comprometem a estabilidade estrutural da piscina, que como consequência resulta nas falhas do sistema de impermeabilização.


Caixas d’água

Assim como as piscinas, as caixas reservam água que tende a ser propagada em todas as direções.
Os reservatórios de concreto apresentam uma característica conhecida como estanqueidade, ou seja, consegue evitar que a água passe com facilidade. Mas, o concreto nesta ocasião é obrigatório que seja impermeável, através da utilização de aditivos ou de sistemas de impermeabilização é possível que seja impermeabilizado, isto garante que água não se infiltre pelos poros.
Mais uma vez, reservatórios que apresentam problemas de infiltrações, também demonstra a exposição das armaduras. Como temos visto, esta situação é nociva à estrutura podendo comprometer a estabilidade do elemento estrutural.
Manchas esbranquiçadas e cristais de sais na parte externa, são alguns sintomas de infiltração nos reservatórios. Este evento se chama de lixiviação e acontece quando a água sob pressão percorre por entre os poros reagindo com os sais desenvolvidos durante o procedimento de cura do concreto. Fique em alerta e busque ajuda profissional, caso esses sinais se revelem na sua caixa d’água.

- Solucionando o problema: assegurar a qualidade da água armazenada e refazer o sistema de impermeabilização de um reservatório, são tão importantes quanto garantir a segurança estrutural. Há sistemas de impermeabilização que podem ser utilizadas sobre revestimento antigos, e não comprometem a qualidade da água.